Crise torna ingresso dos jovens no mercado de trabalho ainda mais difícil


Sólida formação técnica e pessoal é condição indispensável para superar os desafios impostos aos profissionais em início de carreira

Se a entrada no mercado de trabalho sempre foi um desafio para os jovens, com o advento da pandemia de Covid-19 esta tarefa tornou-se ainda mais difícil. Com a queda da atividade econômica, acentuada por causa das medidas sanitárias restritivas, o índice de desemprego aumentou significativamente no Brasil, atingindo especialmente os mais jovens. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as taxas de desocupação entre os brasileiros de 14 a 17 anos e de 18 a 24 anos no terceiro trimestre de 2020 foram, respectivamente, de 44,2% e 31,4%, ambas bem acima da média nacional, que ficou em 14,6% no mesmo período.

A pesquisa do IBGE também evidenciou a importância da educação como fator fundamental para o ingresso e permanência no mercado de trabalho, notadamente em tempos de crise. Segundo o levantamento, o índice de desemprego no terceiro trimestre foi maior entre os jovens com menor grau de instrução. Para o contingente de pessoas com ensino médio incompleto, a taxa foi de 24,3%, muito além da verificada tanto entre os que têm o ensino superior incompleto (17,7%) quanto entre os que possuem nível superior completo (7%).

Na prática, porém, a obtenção do diploma não assegura ao jovem o acesso automático ao mundo do trabalho, que tem se mostrado cada vez mais competitivo e volátil. Não raro, o candidato a uma vaga de trainee, por exemplo, tem que superar um processo muito mais concorrido e complexo que o vestibular, durante o qual tem que demonstrar uma série de atributos, que envolvem desde o domínio de conhecimento técnico até características comportamentais. Atentas a estas exigências, instituições de ensino superior têm aperfeiçoado seus métodos pedagógicos, de modo a oferecer uma formação mais sólida e abrangente aos estudantes, condição indispensável para que alcancem sucesso na carreira profissional.

Na Facamp (Faculdades de Campinas), escola particular que oferece oito cursos de graduação em tempo integral, o estudante é preparado desde o primeiro ano para atender às exigências do mercado de trabalho. O projeto pedagógico promove a formação profissional de alta qualidade, bem como potencializa as habilidades pessoais do aluno, como resiliência, autoconhecimento e pensamento crítico, entre outras. “Nós formamos profissionais com capacidade para pensar problemas complexos de forma multidisciplinar”, afirma o diretor Acadêmico da Faculdade, professor Rodrigo Sabbatini.

Empregabilidade e liderança

A avaliação do docente é amparada pelos números. De acordo com o banco de dados mantido pela Facamp, o índice geral de empregabilidade entre os ex-alunos da instituição é da ordem de 96%. Destes, 63% ocupam cargos de liderança em suas empresas, algumas delas com atuação em âmbito global. Sabbatini observa que, paralelamente ao ensino profissional, a Facamp disponibiliza um conjunto de atividades que ajuda o estudante a fazer a transição do mundo acadêmico para o do trabalho. Uma das estruturas responsáveis por este suporte é o Centro de Carreiras, que estabelece a interface entre as empresas e os alunos.

O órgão também responde pela preparação dos estudantes para a participação em processos seletivos de estágio e trainee ou início de carreira. “Nós atuamos com os nossos alunos em diversas frentes. Oferecemos atividades que envolvem desde a elaboração do currículo até oficinas de competência e aconselhamento individual, passando por plantões de carreira e simulações de entrevistas e de processos seletivos. Nosso objetivo é fazer com que os estudantes se tornem aptos para disputar as melhores posições no mercado de trabalho”, explica a professora Mary Pires, que deu início aos atendimentos em 2003. De acordo com ela, o Centro de Carreiras atua, ainda, divulgando as oportunidades oferecidas pelas empresas, bem como faz o acompanhamento e orientação dos estagiários, trainees e recém-contratados.

Formação holística

Isabela Abib Gripp, formada em Administração pela Facamp em 2017, é trainee na Unilever, empresa global que produz alimentos e itens de cuidado pessoal e da casa. Ela ingressou na corporação depois de participar de um processo seletivo disputado por milhares de candidatos. Isabela trabalha no setor de Recursos Humanos, junto à área de Pesquisa e Desenvolvimento, com Gestão de Talento e Gestão de Desempenho. A jovem profissional considera que a formação holística proporcionada pela instituição fez com que estivesse preparada para conquistar a atual posição. “A graduação me deu uma visão bastante profunda de vários temas ligados à Administração, como recursos humanos, marketing e economia. Quando ingressei na Unilever, deparei com conceitos e práticas com as quais já havia tido contato na faculdade”, descreve.

Também formado em Administração pela Facamp, Heitor de Campos Bicudo Pieroni é especialista em Melhoria Contínua e trabalha na DHL, empresa global da área de logística. Segundo ele, que atua igualmente na área de Recursos Humanos, a formação proporcionada pela Facamp lhe forneceu competências técnicas e pessoais que foram fundamentais para impulsionar o seu início de carreira. Heitor observa que um ponto fundamental para o direcionamento dos seus objetivos profissionais foi a participação no Centro de Carreiras. “O Centro é uma estratégia da Facamp para preparar os alunos para o mercado de trabalho. No meu caso, foi uma experiência que contribuiu de forma importante para o meu desenvolvimento profissional e pessoal”, avalia.

Fonte: Terra – Por: Facamp


17 de dezembro de 2020

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