Mercado desafiador e falta de confiança são entraves para arranjar trabalho


O mercado de trabalho desafiador e a falta de confiança dos profissionais em si mesmos são os principais obstáculos para o brasileiro conseguir uma oportunidade, segundo pesquisa divulgada hoje pela rede social LinkedIn.

O estudo entrevistou mais de 30 mil pessoas em mais de 20 países, incluindo mais de 2 mil brasileiros, de 18 a 65 anos. Eles responderam sobre quais eram as maiores preocupações e oportunidades que os profissionais lidam atualmente e as maiores dificuldades para mudar a sua situação atual. 

Dentro das oportunidades mapeadas, os entrevistados brasileiros citaram quais eram os principais obstáculos para alcançá-las. Do ponto de vista macroeconômico, isto é, levando em conta fatores que não estão no controle do profissional, foram citados o mercado de trabalho desafiador, em primeira posição; seguido por uma possível recessão global; e a idade do profissional, empatada com o status financeiro do profissional. Completam ainda a lista o comprometimento e falta de suporte da família, em quinto lugar; a saúde e deficiências físicas do profissional, em sexto; a educação do profissional, em sétimo; e a localização geográfica. 

No ponto de vista micro, ou seja, para fatores que podem ser controlados pela pessoa, a falta de confiança e medo de falhar ficaram em primeiro lugar do ranking brasileiro, empatados com a falta de networking. Em terceira posição está a falta de motivação, seguida pela falta de tempo; a falta de experiência de trabalho; a falta de aconselhamento; e a falta das habilidades necessárias. 

“Sabemos que para alguns fatores, especialmente macroeconômicos, foge do controle do profissional fazer algo para mudar a situação. No entanto, vale sempre fazer o exercício de avaliar quais são os fatores internos que podem ser mudados, seja de curto a longo prazo”, comentou Milton Beck, diretor geral do LinkedIn na América Latina, em comunicado divulgado.

A pesquisa global apontou que quando questionados sobre quais eram as maiores preocupações que tinham, os entrevistados elencaram: os problemas ambientais (18%), a segurança (14%), problemas de saúde (13%), qualidade educacional (8%), privacidade digital (7%),e aumento do custo de vida (ambos com 6% cada) e o custo com cuidados de saúde (3%). Outras preocupações como a recessão econômica, a estabilidade no trabalho, desigualdade social e planos futuros de aposentadoria ficaram com 2% cada. 

No Brasil, o índice de preocupações ficou um pouco diferente, com a segurança em primeiro lugar (29%), seguida pela qualidade educacional (16%) e a saúde (12%). Os problemas ambientais caem para a quarta posição, com 11%. Completam ainda a lista a privacidade digital (6%) e fake news e aumento de custo de vida, outra vez empatados, com 4%, respectivamente.

O levantamento também mapeou quais são as oportunidades que as pessoas gostariam de alcançar. A nível global, 87% mencionaram oportunidades relacionadas a trabalho, seguido por oportunidades sociais (59%), de educação ou aprendizado (29%), networking e mentorias (22%) e de empreendedorismo (18%). 

Dentro das oportunidades de emprego, as opções mais citadas foram: um trabalho com bom equilíbrio de vida profissional e pessoal (40%); poder fazer o que ama (também com 40% das menções); estabilidade e segurança no trabalho (38%); poder utilizar suas habilidades (30%) e receber reconhecimento pelo que faz (25%). Já no Brasil, entre as oportunidades de trabalho mais mencionadas estão: poder fazer o que ama, em primeiro lugar; seguida por estabilidade e segurança no trabalho; e um trabalho com bom equilíbrio de vida profissional e pessoal, em terceira posição. 

Do UOL, em São Paulo


12 de fevereiro de 2020

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